24/janeiro/2012

Festa de formatura

Dan, quando entrarmos na casa da , conversa baixinho, tá?”
“Mas pra quê? Renata nem tá lá! Ela tá viajando. Ela é MUITO FINA.”
“Porque é madrugada e a gente não quer os vizinhos dela com raiva.”
“VERDADE, RENATA É MUITO FINA, RENATA É MUITO FINA…”
“Agora bora tirar essa roupa e tomar um banho.”
“Ah, não quero! eu quero é usar o enxaguante bucal da Rê, que É MUITO FINA.”
“Não vou deixar você deitar sujo.”
“É mesmo, Rei. Não posso deitar sujo aqui porque a RÊ É MUITO FINA.”
“É, sim, muito fina! Não vamos fazer bagunça.”
MUITO FINA, REI. MUITO FINA…”

7/outubro/2011

Tentação preguiçosa, vate retro!

Fiz o plano, tive a vontade, e eu ia escrever um pouquinho que fosse sobre cada livro que eu lesse. Pra poder refletir mais, pra comunicar com os outros, e pra criar uma trilha que facilitasse a lembrança. Pra isso é que botei aqui uma seção Assim disseram.

Fiz? Cadê? Já se passaram uns vários livros sem qualquer anotação… Nos últimos dias, festinha, e eu até disse a alguém sobre o gosto bom que eu tenho em ler sem ter que anotar. Se eu ceder a essa tentação preguiçosa, em pouco tempo eu vou começar a ler coisa repetida, por puro esquecimento.

Pequena lista aqui, então, eu faço pra correr atrás do prejuízo:

 

Contos de horror do século XIX, de vários autores, eu fui lendo aos pedaços no primeiro semestre. A volta de parafuso, de Henry James, eu li umas três vezes.

Bilionários por acaso, de Ben Mezrich, comprei pra Gugas.

O menino do pijama listrado, de John Boyne, foi presente pra Mamarina (e, sim, eu gosto de ler antes de entregar os presentes).

Os mandarins, de Simone de Beauvoir, com quem eu atravessei a última temporada ao lado do pai.

Clarice, de Benjamin Moser, acabou me ajudando a voltar a ter ideias e a estudar.

Orlando: uma biografia, de Virginia Woolf, foi a coisa mais hipnótica com a qual entrei em contato por muito tempo.

 

(A lista já foi feita com um atraso considerável, porque não falo do último livro. É que sobre ele eu quero mesmo escrever mais. E deixar as coisas inacabadas pode servir de razão pra voltar a fazê-las. Vou tentar resistir mais um pouquinho, pra manter nessa vida algum registro mais decente.)

7/agosto/2011

Verão de 1986,

Fotógrafo passou lá em casa, pra fazer fotos de minha irmã-bebezinho, e resolveram que eu seria clicado também. Com a pele queimada de quem pegou fogo no verão.

Fotógrafos em casa, lá pelos idos de 1986, não eram um luxo especial. Ter equipamento para fazer as próprias fotos é que seria grande luxo. Muito mais legal era que o menino tivesse um cavaquinho.

Então tira os brinquedos e as roupinhas do armário, e bota um sorrisão na cara!

“Precisa pentear cabelo?”

“Não.”

2/agosto/2011

Tirando o pó dos nervos

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Hoje eu passei por Valéria, médica lá no meu trabalho. Conversamos como se não fosse consulta. E na receita que recebi, não há remédios. Suas instruções são: que eu chore tudo o que eu tiver vontade, que eu não assoe o nariz com muita força e que eu só me permita ficar deitado o tempo suficiente para que não junte poeira.

Acho que já parei de chorar. Nunca se sabe quando as ondas de tristeza e a saudade vão me atravessar de novo, mas estou quase certo de que, quando passarem, não tomarei um caldo. E a lembrança de meu pai, ainda bem, tem sido sempre uma lembrança feliz.

Valéria me aconselhou a repetir uns mantras pra sair mais rápido das marés mais salgadas, em que por vezes entro e de onde protelo a saída. Posso repetir o que quiser: uma oração, um versinho, um mote… Uma brincadeirinha tola que um amigão arrumou pra nós me abriu as portas de um mundo bobagento muito divertido, e é a ela que vou recorrer. Tão prático como band-aid: a gente bota ‘buceta’, (ou ‘boceta’, como quiserem) no lugar de um substantivo de nome de filme.

Tem como não rir, pensando em ir ver Harry Potter e as bucetas da morte – Parte 2?

Quem não se emociona com as lembranças da Sessão da Tarde, quando Curtindo a buceta adoidado e Ninguém segura essa buceta animavam nossas infâncias?

Me vem na cabeça as cenas de Bucetas à beira de um ataque de nervos, e a vida fica instantaneamente mais fácil…

21/junho/2011

Loira Fatal

Brasil, 2011. Drama.

Num rincão da Bahia, um monstrinho come os joelhos das pessoas, sem se incomodar com a dor.
(Vídeo gravado e dirigido pela promissora Maria Eduarda Gomes)

 

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