A mais nova foi de Teixeira a Ilhéus. Encontrou um caminho, e de lá foi a Belo Horizonte. Fez um tanto de força, emagreceu, ficou leve, e a corrente a levou pra uma longa temporada entre Alagoas e Sergipe. Sentimos que a menina ficava cada dia mais leve, e, na volta, não houve mais jeito de ela se segurar no chão em Minas. Foi de novo a Teixeira, circunstâncias, enquanto ganha peso pra se arriscar de novo no caminho.
A mais velha saiu de Teixeira rumo às beiras de Lisboa. Trabalhou, trabalhou, cresceu, cresceu, saudade não coube mais e ela voltou. Um pouco mais de Teixeira, depois de a vida ter ganhado outro tamanho, exigia outra mudança. Daí ela foi aos Estados Unidos: Hackensack, Newark e outros cantos de nome estranho em Nova Jérsei. Trabalhou mais, cresceu mais, e de novo a saudade não coube. Teve um tanto mais de Teixeira. Fez suas paradas em Minas e no Rio. E agora, sente de novo o peso dessa vida que ganhou outro tamanho, fazendo ela não caber mais em casa.
Por agora, elas não encontraram terreno. Mas minhas irmãs ainda vão fincar lindas raízes.
