Qualquer lanchezinho era uma festa abundante.
Comi hambúrguer perto do hotel pra me aliviar tarde da noite. Até o catchup deixa saudade.
Tomei daqueles cafés da manhã que a gente tem que ser muito forte pra encerrar antes de explodir. Começava comendo fruta e iogurte, e sem saber como, minutos depois já estava agarrado a um prato de panquecas com chocolate.
Pedi bife à parmegiana e fui surpreendido com uma travessa que serviria três pessoas tranquilamente.
Tive feitos pra mim, em frigideira e com manteiga, uns mistos quentes tostadinhos. Nosso amigo hospedeiro tem um talento especial pra fazer café como mineiros gostam.
Fomos a restaurante indiano, em que os deliciosos pratos sem carne eram acompanhados de suco de pitanga e maçã, servidos livremente em copos de alumínio. Não pense em curry, porque o melhor cheiro sentido era de erva-doce na salada.
Ataquei os pedaços de frango à passarinho enquanto a mesa se distraía com cerveja.
Ganhei brigadeiro de colher e suspiros de nozes, pra chupar rezando a colherzinha e gemer num canto.
Estivemos na deliciosa padaria que nunca fecha. Encarei um sanduichão de salame.
Fomos a uma pizzaria em que bordas de pizza valiam a pena sem recheio. Elas valiam até mesmo uma espera de meia hora na porta.
Enchi um prato com nhoque à bolonhesa num restaurante a quilo.
Comprei alfajor argentino várias vezes.
Em todo lugar aceitavam meu vale-refeição.
Quero que São Paulo me receba muitas vezes mais.
(desculpa aí qualquer comida que não tenha sido citada, mas demorei pra escrever isso, e posso ter misturado as lembranças)
