Arquivo para maio, 2011

20/maio/2011

Uns dias na casa do Pai

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Cheguei ontem à Bahia, vindo do Rio meio às pressas, pra estar com um pedaço de família nesses dias, para os quais nada na vida nos prepara. Não sei até quando fico. Não sei até quando preciso ficar. Não sei o quanto isso dura. Eu, em tudo incréu, reconheço que o tempo é uma coisa de Deus.

Meu pai também reconhece que o tempo, assim como o futuro, a Deus pertence. Ontem, o velho magrinho contou uma piada na sala. De uma menina que se admira com o absurdo Eterno, com isso de estar no início e no fim de tudo, sem jamais ter começado ou terminado, e que pergunta a Deus se é então verdade essa história que o povo conta. De uma menininha que vai passar uns dias na casa do Pai:

Pai, então quer dizer que, pra o Senhor, três dias e um milhão de anos significam a mesminha coisa?!”

“Sim, minha criança. Eu sou o alfa e o ômega. Para mim, não há tempo.”

“Puxa! Manero!”

“E há algo mais que eu possa te ajudar, minha criança?”

Pai, me arruma um trocado?”

“Claro! Dá só um minuto.”

10/maio/2011

CURURU QUE LAVA O PÉ

Meu irmão, tal qual sapo, coaxou da beira do brejo, “Rei, Rei, como tá seu blog?” Eu cá vim pra agradar ao meu mais assíduo acompanhante, e pra escrever as habituais bobagens.

O fato é que o tempo sem vir aqui me desacostumou. E assim, enferrujado, vou exercitar digitação com as top 3 do alagado:

3- “Sapo Cururu, na beira do rio. Quando o sapo canta, maninha, é que está com frio”

Isso me recupera uma das mais antigas lembranças. Desconectada de qualquer história, me vem a cena de uma tia, que morreu antes dos trinta… É uma imagem de muito conforto.

2- “Eu vi um Sapo na beira do rio, de camisa verde, sentindo frio! Não era Sapo, nem Perereca…”

Cantiga pra reviver o delicioso tempo de convívio com Mariinha, que gostava demais de rir imaginando todo mundo “só de cueca!”

1- “O Sapo não lava o pé, não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer. Mas que chulé!”

Se eu vim aqui pra dizer que amo, é bom eu dizer também que ele é muito cheiroso, e que esses versos não tem nada a ver com o grande Guga. Ah, e o tanto que ele é bonito? Justifica toda a puxação de saco! Nem tem chulé, minha gente!

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