Fiz o plano, tive a vontade, e eu ia escrever um pouquinho que fosse sobre cada livro que eu lesse. Pra poder refletir mais, pra comunicar com os outros, e pra criar uma trilha que facilitasse a lembrança. Pra isso é que botei aqui uma seção Assim disseram.
Fiz? Cadê? Já se passaram uns vários livros sem qualquer anotação… Nos últimos dias, festinha, e eu até disse a alguém sobre o gosto bom que eu tenho em ler sem ter que anotar. Se eu ceder a essa tentação preguiçosa, em pouco tempo eu vou começar a ler coisa repetida, por puro esquecimento.
Pequena lista aqui, então, eu faço pra correr atrás do prejuízo:
Contos de horror do século XIX, de vários autores, eu fui lendo aos pedaços no primeiro semestre. A volta de parafuso, de Henry James, eu li umas três vezes.
Bilionários por acaso, de Ben Mezrich, comprei pra Gugas.
O menino do pijama listrado, de John Boyne, foi presente pra Mamarina (e, sim, eu gosto de ler antes de entregar os presentes).
Os mandarins, de Simone de Beauvoir, com quem eu atravessei a última temporada ao lado do pai.
Clarice, de Benjamin Moser, acabou me ajudando a voltar a ter ideias e a estudar.
Orlando: uma biografia, de Virginia Woolf, foi a coisa mais hipnótica com a qual entrei em contato por muito tempo.
(A lista já foi feita com um atraso considerável, porque não falo do último livro. É que sobre ele eu quero mesmo escrever mais. E deixar as coisas inacabadas pode servir de razão pra voltar a fazê-las. Vou tentar resistir mais um pouquinho, pra manter nessa vida algum registro mais decente.)
