Arquivo para ‘Fazendo a página’

7/outubro/2011

Tentação preguiçosa, vate retro!

Fiz o plano, tive a vontade, e eu ia escrever um pouquinho que fosse sobre cada livro que eu lesse. Pra poder refletir mais, pra comunicar com os outros, e pra criar uma trilha que facilitasse a lembrança. Pra isso é que botei aqui uma seção Assim disseram.

Fiz? Cadê? Já se passaram uns vários livros sem qualquer anotação… Nos últimos dias, festinha, e eu até disse a alguém sobre o gosto bom que eu tenho em ler sem ter que anotar. Se eu ceder a essa tentação preguiçosa, em pouco tempo eu vou começar a ler coisa repetida, por puro esquecimento.

Pequena lista aqui, então, eu faço pra correr atrás do prejuízo:

 

Contos de horror do século XIX, de vários autores, eu fui lendo aos pedaços no primeiro semestre. A volta de parafuso, de Henry James, eu li umas três vezes.

Bilionários por acaso, de Ben Mezrich, comprei pra Gugas.

O menino do pijama listrado, de John Boyne, foi presente pra Mamarina (e, sim, eu gosto de ler antes de entregar os presentes).

Os mandarins, de Simone de Beauvoir, com quem eu atravessei a última temporada ao lado do pai.

Clarice, de Benjamin Moser, acabou me ajudando a voltar a ter ideias e a estudar.

Orlando: uma biografia, de Virginia Woolf, foi a coisa mais hipnótica com a qual entrei em contato por muito tempo.

 

(A lista já foi feita com um atraso considerável, porque não falo do último livro. É que sobre ele eu quero mesmo escrever mais. E deixar as coisas inacabadas pode servir de razão pra voltar a fazê-las. Vou tentar resistir mais um pouquinho, pra manter nessa vida algum registro mais decente.)

9/setembro/2010

Passou e esqueci

Já faz mais de um ano que escrevo isso.

E como estou esquecendo do aniversário de todo mundo, acho que não poderia ser diferente com o do blog aqui.

Troquei a cara da página, pra me sentir escrevendo coisa nova.

E agora estou me sentindo paralisado de botox.

28/julho/2010

Enquanto coisas maiores acontecem

O blog tem ficado sem texto novo por grandes intervalos.

No trabalho, quase não existe mais chance de fazer coisas que não sejam trabalhar.

Na faculdade, de vez em quando passo pelo computador pra ver algum email, mas com o fim de semestre, não sobra vaga no laboratório de informática pra perder tempo com coisas que não sejam acadêmicas.

E em casa, coisas maiores acontecem. Dia, noite e madrugada, sol, chuva ou tempestade, é tudo tempo curto para Daniel escrever sua tese. Eu tento não atrapalhar com conversas. Leio qualquer coisa quieto. Aproveito uns descansos breves que ele se dá, e venho ao computador para dizer uns ois para o mundo de longe. Depois deito e, enquanto ele atravessa a escuridão, a botar em suas páginas esse monstro sanguinário roubador de tempo e sossego, eu rezo pra tudo acabar bem.

(não é exatamente uma oração — na verdade, eu durmo e sonho com um bom fim)

3/março/2010

Entregamos em domicílio, a domicílio, no domicílio, para o domicílio…

Aí do lado, na terceira coluna desta página, existe quadrinho branco poupador de tempo. Agora, fazemos entregas em casa.

O primeiro passo pra a mágica acontecer é preencher o quadrinho com seu endereço de email e clicar no botãozinho de virar freguês.

O passo seguinte é check your email to confirm your subscription ir ver a mensagem que o provedor do blog mandou para seu email. É uma forma de confirmar que, sim, você quer o delivery service bombando for ever. Ah, e tenha o cuidado de ver se a mensagem não foi parar em seu lixo eletrônico, porque ninguém entende esses filtros de hoje em dia, não é, minha gente?

Depois desses passos simples, pode relaxar. O provedor do blog manda pra você uma mensagem toda vez que coisas novas forem publicadas aqui.

27/novembro/2009

Silêncio é conversa, ou silêncio é conversa adiada.

Fui a Belo Horizonte no último fim de semana e perdi coisas. Perdi meu celular, que caiu do bolso. Perdi um pouco a linha, também. Perdi a hora pra fazer uns passeios. Não perdi a cabeça, mas foi por quase. Perdi a chance de ficar mais tempo com gente que me ama.

Não foi ruim perder (tou repetindo muito esse verbo). Mas é isso mesmo. A gente tem que treinar pra perder cada vez melhor. Tem um poema lindo da Elisabeth Bishop sobre perder, deixar pra trás, não mais ver… Perdi o nome dele agora, e não vou procurar. Fico devendo.

Mais de uma pessoa, ao me abraçar em festas por lá, disse estar me lendo por aqui. Sempre vi que as visitas ao blog são muito mais numerosas do que os comentários, e pensava em motivos pra essas respostas se perderem. Já sei que elas são guardadas pra virar conversas ao vivo, e gostei demais disso. Acho que vou fazer uns cartões de visita com o endereço daqui, pra me apresentar pra as pessoas queridas assim, com um tanto maior de cálculo e de sentimento (juntos, cálculo e sentimento).

Comprei telefone novo, e o número continua o mesmo. Parece que vou viver aí uma temporada de dieta e abstinência, e por muito tempo não vou perder a linha novamente. E meu coração não se perde.

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